Qual será o novo gatilho?


No texto anterior eu tocava brevemente sobre o início do movimento indie RPG e qual é a minha avaliação sobre esses 12 anos de estrada. Apontei que é necessário acompanhar o mesmo ritmo da realidade. Em 12 anos surgiu uma nova geração de cabeças pensantes. E como vamos seguir esse novo fluxo de público e conteúdo? Neste post eu irei tratar sobre uma auto-avaliação como consumidor.

Eu estou levantando algumas questões para avaliarmos dentro dos espectros (autores independentes e público consumidor em 2006 e agora em 2018).


  • O que você jogava?
  • O que atualmente você joga?
  • Com quais pessoas você tem jogado?
  • Como você consumia antes e depois de 2006?

Estas auto-avaliações apontam uma construção de um futuro. Este futuro está sendo edificado por estas pessoas que viveram sua juventude ou está vivendo neste momento agora em 2018. São pessoas com ideias flutuantes (boas e más), mas que agora são responsáveis por suas próprias opiniões e escolhas.

Mas ainda é necessário uma fagulha, algo tão grave e provocante quanto foi o anúncio de uma nova edição de Dungeons and Dragons 4th edition que abalaria totalmente as estruturas de todo um mercado. Teve algumas tentativas após este ano, que geraram impacto, mas não provocaram uma causa tão revolucionária ao ponto do que foi em 2006, são elas:


O que me deixa bastante reflexivo é a nossa dependência externa para que algo de revolucionário aconteça drasticamente. Basicamente nos sentimos movidos a ação de um agente externo, o que não é errado, mas existem grandes publicações nacionais aqui que garantiu (como uma fortaleza) aparentemente uma estabilidade mercadológica dentro de suas estratégias.

Sei que atitudes notáveis, por exemplo, o caso do retorno da Dragão Brasil merece ter o seu devido reconhecimento e talvez seja até melhor um estudo específico sobre os impactos gerados pelo retorno do maior conteúdo de RPG nacional. 

O comportamento de reagir a algo reflete o quanto estamos buscando nossas próprias vozes dentro deste mercado reduzido. Atualmente com as redes digitais, as vozes, estão mais organizadas e direcionada a um objetivo em comum. Principalmente este ano foi bastante explícito quais vozes protagonizaram uma unidade avassaladora de ações. 

E então fica mais uma questão, qual fagulha será necessária existir para unificar um grupo expressivos de pessoas para protagonizar uma nova cena?

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