Conversa sobre o #RPGsemMachismo



Você se questionou o número baixo de mulheres nas mesas de RPG's? Não é estranho? Mas, será que realmente RPG é apenas para homens jogar? Ou será que tem algo de errado nelas? Mas, parando para pensar, será que serei eu (homem), o culpado? Se você é uma pessoa que está amarrada a valores tradicionais, precisará revê-los. Por exemplo: Você acredita que mulher só tem lugar na cozinha? Se sim, você precisa de ajuda e orientação. Quero deixar neste conteúdo minha posição sobre o assunto do qual fiquei bastante deprimido por opiniões escandalosamente absurdas. E se você não é emocionalmente equilibrado é melhor evitar a leitura.

Começando o caso


No dia 06 de Fevereiro de 2014 a fanpage no Facebook entitulada de A Taverna elaborou um conteúdo. Veja abaixo:


Na visão deles, entende-se que decote e um pingente de D20 são suficientes para combinar mulher e RPG. O que nós voltamos aos velhos conflitos tradicionais da mulher e o homem. O que me espanta é como um jogo tão sociável agrega estes tipos de pessoas. É muito e, extremamente difícil aceitar. Eu comprei uma briga tremenda com a página. Que por consequência fui rechaçado e bloqueado. O que me deixou mais indignado ainda. O que eles não sabiam é que outras pessoas além de mim, não concordavam com esta postagem. Que ao meu ver é completamente absurdos atualmente.

Além de objetificar uma mulher, alimentar uma cultura machista, utilizam a imagem de forma indevida e não autorizada. Colocam a imagem em um contexto completamente estranho. Eu não tenho nenhum problema quanto apenas a imagem. Mas temos que avaliar o conteúdo onde é composto por: imagem, texto e hashtag. E além disto, quem são as pessoas para as quais esta fanpage está direcionando o conteúdo.

A Jambô e sua hashtag #NãoSejaBabaca

A equipe de conteúdo da Jambô não deixou passar isto em branco. Este papel social foi extremamente importante e, confesso que jamais pensaria um tipo de iniciativa vindo de editora. #RPGÉPARATODOMUNDO. E o estandarte foi erguido. Seguido de imagens para circularem nas redes sociais com a hashtag #NãoSejaBabaca. A contribuição da editora foi algo memorável. Incrível. Várias pessoas do hobbie incentivaram e o causa se espalhou de uma forma mais ágil. E foi aí que eu entrei neste assunto, sabendo por eles (só para deixar claro, eu já tinha curtido a fanpage da'A Taverna, mas parei de segui-la por opiniões sobre a ausência de conteúdos informativos). 





Mas, parece que isto atraiu uma horda feroz de pessoas clamando a própria editora de hipócrita. Por possuírem uma personagem que realça suas curvas e possui trajes mínimos. Bem, até onde eu sei, a obra é do artista. Eu não entendi o por que de redirecionar a crítica. Para quem não entendeu qual seria personagem. Deixo a imagem abaixo.


O que me deixou mais revoltado foi citarem Lady Shivara como munição de argumentos para a hipocrisia. Fiquei perplexo pela negligência em pesquisar sobre o assunto. Para vocês terem noção: Capa da revista Tormenta pela editora Talismã, da qual a pessoa acusa a editora pela hipocrisia da causa.


Esta edição tem mais de 8 fucking anos! E o impressionante é que em 2014, a Jambô lançou um pôster recriando a cena desta capa. Que pra mim ficou fodástica. Veja aí.


O que muitos não percebe é como o cenário Tormenta, está ajustando aos moldes do pensamento moderno. Isto é ótimo, por que eles reconhecem que existem pessoas que defendem a causa Machista, e sabem o quanto isto é ruim para os fãs, para Tormenta, para o RPG. 

A carta coletiva

Enquanto muitos blogs, autores, editora e pessoas do hobbie comentavam, conversavam, tentavam soluções e até estenderam de forma positiva o acesso deste caso para outros grupos, o blog Livro dos Espelhos elaborou uma carta de forma coletiva para que as pessoas se colocam no ponto de vista das mulheres RPGistas. O resultado é incrível. Altamente qualificado e o mínimo que podemos fazer é replicar este conteúdo até incomodar quem é contra este tipo de posicionamento. Vocês podem ler a carta clicando neste link.

Infelizmente, não conseguirei citar todos os que manifestaram a favor da carta. Mas peço desculpas adiantado e, deixe o link no seu comentário para eu atualizar.


É importante ressaltar as manifestações feitas nas fanpages do Facebook: Black Bloc Narrativo, Kobold's Den, Estúdio House Rules e Pontos de Experiência.

Então, será que realmente é mimimi?

Eu quero deixar aqui opiniões das pessoas que apoiam de forma direta ou indiretamente estes conteúdos. Mas as imagens retratam fielmente muitas sandices. É difícil de explicar, só ler para crer. Realço o aviso, apenas leia se caso tenha muito equilibro emocional.












Isto são exemplos de mais algumas pessoas que perambulam pelas sombras maléficas das redes sociais. O que não consigo entender é a necessidade disto? Pra quê? O que ganha com isto? Gente, se toca... É realmente desanimador.

Mas, saiba que existem muitas pessoas legais que não admitem este tipo de comportamento vil. Rechaçam sem medir palavras. Não dá. Todas estas imagens são contra aos valores sustentados do hobbie. Estamos em 2015 e a mulher conseguiu muita voz e força para se expressar. É melhor nós começarmos a ouvirmos os seus desafios e desejos.

A iniciativa do primeiro encontro de mulheres RPGistas

Emblemático e histórico. Sim, 8 de março de 2015 será lembrado como o primeiro passo a favor do respeito das mulheres nos jogos de RPG. Era algo que não teria necessidade, caso não houvesse a compilação de hostilidades ao gênero. Mas precisou ser feito, estruturado e principalmente, permitir que elas falem seus desafios, medos, desejos entre outros. A Terra Magic foi palco deste incrível marco na história do RPG no Brasil. Vocês poderão encontrar várias fotos e um texto no página da Jambô Editora.

Assista os depoimentos das mulheres que participaram do encontro no vídeo abaixo.


E então, o que você pretende fazer para solucionar isto?

Eu listei 3 medidas, em caso de dúvidas, para vocês começarem a solucionar este problema, porque nós somos parte deste problema.

O primeiro passo é detectar se você está realizando atitudes machistas. Mas como você pode identificar isto? Te dou duas opções:

1 - Observar o seu círculo de amizades e os assuntos que vocês tratam.
2 - Procurar informações de conteúdos especializados. (aqui eu posso te indicar 3).


O segundo passo é não ser complacente ou neutro ao ver uma atitude machista. E isto se faz todos os dias, não precisa ser com uma RPGista, mas com seu parente, amiga, colega, esposa, namorada e por aí vai. Se você identificar que a mulher necessita de um apoio contra agressores ou sabe que alguém está a ameaçando de algo violento, denuncie. Faça o seu papel como cidadão.

O terceiro passo e último é ler mais. Leia, busque informações e pontos de vista diferente, não tenha opinião segmentada, isto dá margem a alienação. Nós somos seres inteligentes e curiosos. Questione, duvide, começa a colocar-se no lugar do outro. Entenda melhor seus conflitos. 

E o que eu faço para apoiar?


Além dos passos no tópico acima, eu promovo conteúdos com a hashtag #RPGSemMachismo. Me predisponho a colaborar na causa. Porque eu assumi que este é um problema que tem haver comigo.

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