A minha experiência com Star Wars: Fronteira do Império - Kit Introdutório



A pouco menos de três meses a Galápagos Jogos lançou o jogo Star Wars: Edge of the Empire - Beginner Game da Fantasy Flight Games em português com o título de Star Wars: Fronteira do Império - Kit Introdutório. Por um preço de R$ 129,90 adquiri logo na pré-venda pela loja Kobold's Den.

O jogo apresenta uma caixa frágil, mas com um conteúdo lindo. Um conjunto de dados coloridos e de vários formatos, uma "cartela" com vários marcadores de personagens, monstros e espaçonaves navegar em aventuras galáticas, um mapa com vários pontos importantes da primeira aventura: Fuga em Mos Shuuta. Três "livros" sobre as regras de jogo e sua ambientação juntamente com a aventura introdutória e ganchos para próximas aventuras. E o mais bacana: Quatro personagens em uma encadernação bem irada e repleta de informações.



Eu experimentei o jogo por duas vezes. A primeira vista é um pouco assustador o sistema por enxergar tantos dados diferentes. Mas fiquei bastante tranquilo sobre as regras do jogo após ler as resenhas nos blogs: Pontos de Experiência e Só não pode tirar um (uma coletânea de posts aqui). Agradeço ao Diogo Nogueira e o Antunes Rocha pelos seus relatos e indicações.

O meu objetivo em ter comprado o Star Wars: Fronteira do Império - Kit Introdutório foi apenas para estar familiarizado com as regras. Basicamente é sentir o jogo em sua essência. E ver se consigo montar um grupo para jogar um RPG que seja bem legal para todos. E o jogo cumpre muito bem esse papel.



E como o jogo cumpre muito bem esse papel? Vou listar aqui alguns pontos:

- O jogo não está focado, até onde sei, em Jedi e Sith e sim nos rebeldes: Acredito que as figuras dos Jedi e Sith estão saturadas devido aos três últimos filmes da franquia. Trabalhar com uma perspectiva diferente desloca o foco dos jogadores sob a realidade cruel e sombria do universo do jogo. O clima captura a essência dos filmes clássicos da franquia. Apesar de nostálgico o jogo prende bastante a atenção.

- A estrutura do jogo valoriza as manobras: Sensacional a escolha de ações e manobras durante o combate. Bem direcionado e super fácil de realizar e analisar os testes. Apesar do jogo dispensar um modelo analítico de representação dos personagens em um tablado é fácil imaginar cenas heroicas e emocionantes.

- A aventura possui uma pausa (seria um intervalo comercial): O interlúdio no meio da aventura deixa os jogadores mais tranquilo para planejarem como serão os passos para cumprir o objetivo na trama. Existem os dados da força que melhoram o clima de tensão do jogo, assim como tem nos filmes clássicos.




Todos os jogadores que experimentaram curtiram bastante os personagens, todos tiveram um papel importantíssimo na história. Mas isso se deve alguns pontos que levarei em consideração para a produção dos próximos jogos que demonstrarei em algum evento ou encontro casual de amigos:

1 - Faça um prefácio de cada personagem: Quem ele é? O que faz? Tem algum vínculo com outro personagem? Em que ele é bom ou especialista? Atualmente qual é o problema que ele está sofrendo? Qual solução ele encontrou para resolver o problema?

2 - Detalhes das regras bem resumido e informal: As dúvidas mais frequentes estão mediante aos símbolos dos dados e todos eles estão bem escrito em uma das laterais do encadernado. O sistema de combate também encontra-se em outra lateral do encadernado. Até o design do encadernado em virar a folha para subir de nível foi inteligentemente bem feito.

3 - Fotografia do personagem. Para facilitar a imaginação dos jogadores é importante deixar na capa do encadernado uma imagem de quem é o seu personagem ou o mais próximo do que ele representa. Todos os jogadores terão pela noção das características físicas e expressões corporais dos personagens.

Fiquei satisfeito com a forma de apresentação dos "livros" do jogo. O primeiro é uma leitura para novatos simulando a primeira cena do jogo. É um exemplo claro, passo a passo com rolagens de dados para deixar claro de como o jogo funciona. O segundo "livro" é a aventura: Fuga em Mos Shuuta com detalhes de como resolver as situações da missão. O terceiro "livro" é um conjunto de regras que aprofunda ainda mais os detalhes do jogo.

Imagens retiradas dos blogs: Adrenalina RPG e Minas Morgul.

Fotos da sessão narrativa





1 comentários

  1. Pois é, eu ganhei um e até hoje não tive coragem de jogar. Falo coragem pq sou RPGista old school, da época do AD&D 2ed. Mas hoje peguei pra ler um pouquinho pra entender a mecânica do jogo e não parece complexo. Fico um pouco desconfortável de não estar no sistema de dados do AD&D, mas vamos ver no que dá isso. Espero conseguir gente pra jogar...

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