Experimentei o PULSE



PULSE é o jogo vencedor do concurso Game Chef 2013 - etapas nacional e internacional - do autor Vinícus “Encho” Chagas. Você pode adquirir esse produto clicando aqui, no site da Kobold’s Den. No dia 24 de Novembro de 2013 experimentei o jogo pela primeira vez no encontro Dungeon das Gerais. Gostaria de abordar os pontos negativos e positivos do jogo. Espero que compreendam.

PULSE é um jogo que não possui quase todos os elementos tradicionais de um jogo de RPG (RPG contar histórias tipo um Dungeons & Dragons). O jogo é apenas uma brincadeira de contar histórias coletivamente durante um intenso brainstorm investigativo. Taxar PULSE como um “RPG” é tão audacioso quanto dizer que ele não é um RPG. O jogo te transborda da esfera tradicional e convida novas pessoas a compreenderem o trabalho em equipe e elaboração de um coletivo de ideias. Tudo isso evitando manobras bruscas de condução de uma história.


Mas nem tudo são flores. Refleti alguns itens: Quando adquiri o produto, não vieram com um conjunto de dados (1d4, 1d6, 1d8, 1d10 e 1d12) além das canetas coloridas que são peças indispensáveis para que o jogo aconteça sem transtornos. Então para quem não possui os 2 elementos citados acima, terá um investimento médio de 35 a 40 reais. Ou seja, quase o mesmo preço do oferecido na venda. PULSE vem acompanhado de 2 cenários: Crime Futurista e Investigadores do passado. As capas dos cenários lembram bastante Minority Report e Doctor Who respectivamente. São cenários com regras alternativas das quais acho apenas fundamental quando você experimentou o jogo pelo menos 3 vezes com o mesmo grupo.

Mas a minha maior tensão em relação ao PULSE é justamente por ser um jogo amplo. Tão amplo quanto aspectos em FATE. PULSE deixa uma margem para inserir elementos fora do contexto quando não utiliza um escopo (cenário), por exemplo: "alien, Wolverine, biscoito e coruja". Na sessão de jogo rolaram os seguintes elementos: "fusquinha, irlanda, escola e chuva" É um liquidificador de ideias e o resultado é uma mistura divertida de elementos que resulta em uma história consistente por incrível que isso possa parecer, faz sentido. Mas é algo que me incomoda profundamente esta situação, há quem goste. Respeito.



Foi tranquilo organizar a sessão apenas seguindo a orientação das Fases de Jogo. Mas tenham a cautela de verificarem as sobrecargas, porque somente é alertado isso apenas na última fase, mas isso pode rolar já na fase 2. A não ser que entendi e joguei errado.

Mas há algo além do jogo de investigação. PULSE é um dos designs de jogos que mais admiro. Longe de mim atingir um nível tão absurdo como o Encho conseguiu em PULSE. Dentre várias aplicações que o ogo possa ser utilizado destacam-se: Trabalhos práticos em salas de aula, brainstorm coorporativo, produção de novos jogos de RPG. A última fui eu que criei, ok?

Tem outra coisa a ser dito, aquele imã pequeno e tão viciante de manipular entre os dedos é tão fácil de perder quanto um piscar de olhos, basta uma simples distração e você perde algo muito útil para criar círculos corretos no jogo. E o jogo precisa ter círculos corretos para funcionar legal? Besteira, o bom mesmo é debochar da galera que não sabe circular de forma contínua os pulsos.

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